Blog de Luciano Rosa


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Escrito por Luciano Rosa às 21h18
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Novo Código Ambiental de SC

O novo código ambiental de SC é motivo de vergonha para os catarinenses. Significa a vitória do interesse privado sobre o interesse público; da ganância e da exploração irracional dos recursos naturais sobre o desenvolvimento sustentável. Como disse a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, SC não aprendeu as lições ensinadas pelas enchentes de novembro de 2008.



Escrito por Luciano Rosa às 16h16
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Paisagens de Imbituba

Ilha Santana de Fora, na praia da Vila em Imbituba/SC.

Ilha Santana de Fora - Imbituba/SC



Escrito por Luciano Rosa às 22h26
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Seleção Youtube

Propaganda institucional do Governo Soviético.



Escrito por Luciano Rosa às 10h11
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"Big Brother Brasil" e o criticus vulgaris

A maior parte das críticas negativas dirigidas ao BBB são de caráter meramente moralista (muitas hipócritas, diga-se de passagem). É também interessante notar que muitas dessas críticas partem de pessoas que se empaturram de sadismo e voyeurismo assistindo filmes hollywoodianos.
Inquisidores à altura da heresia. 

Recomendo leitura de entrevista dada por Pedro Bial ao IG. Atenção nos comentários dos leitores internautas.



Escrito por Luciano Rosa às 20h31
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Praia do Rosa 
Óleo sobre tela de Luciano Faustina da Rosa.
Dimensões: 50 cm X 60 cm.
Concluído em 15/11/2008.



Escrito por Luciano Rosa às 17h55
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Produção Pictórica

Lagoa
Óleo sobre tela de Luciano Faustina da Rosa.
Dimensões: 40 cm X 50 cm.
Concluído em 03/11.



Escrito por Luciano Rosa às 16h35
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Ex-Soviéticos em Beijing: Resultado Final

Se estivessem reunidas sob a mesma bandeira — como nos jogos de Barcelona em 1992, edição da qual participaram com o nome de CEI (Comunidade dos Estados Independentes) —, as ex-repúblicas soviéticas terminariam os Jogos Olímpicos de Beijing na segunda posição do quadro geral de medalhas, com 43 ouros, 45 pratas e 83 bronzes (total de 171), atrás da China e à frente dos Estados Unidos.



Escrito por Luciano Rosa às 16h14
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É preciso saber vencer

Depois de decepcionantes resultados nos jogos olímpicos de Atlanta (1996), Sidney (2000) e Atenas (2004), a seleção brasileira feminina de Voleibol de quadra conquistou, nesta manhã de sábado, a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de 2008, em Beijing, ao vencer os Estados Unidos por 3 sets a 1.

 

Para algumas das jogadoras campeãs, o ouro significou não só uma vitória histórica para o Vôlei brasileiro, mas também (e temo que sobretudo) uma resposta aos que publicamente, depois do fracasso em Atenas, passaram a manifestar (às vezes de maneira cruel) desconfianças quanto à competência do time de comandado por José Roberto Guimarães.

 

De dedo em riste sobre os lábios, a atleta Mari, por exemplo, fez questão de, ao fim da partida final, procurar uma câmera pela qual pudesse enviar aos seus críticos um “vocês vão ter de me engolir” à moda Zagallo. Desnecessário, pois a vitória já serviria de resposta lacônica e definitiva. Faltaram à Mari a altivez elegante das grandes vencedoras e a consciência de que êxitos como o ouro olímpico não deve servir a propósitos menores (como um projeto pessoal de vingança).

 

Ao preferir, num momento de plena alegria, relembrar as tristezas passadas, Mari acabou dando razão aos que consideravam o selecionado brasileiro de Voleibol feminino psicologicamente despreparado para as maiores vitórias.



Escrito por Luciano Rosa às 17h10
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Ex-Soviéticos na Terceira Posição

Se estivesse viva, em que posição do quadro geral de medalhas dos Jogos Olímpicos de Beijing estaria, nesse momento, a falecida União Soviética? Impossível dizer com certeza, pois ninguém é capaz de apresentar com precisão o retrato atualizado de um país desaparecido em 1991. Caso tivesse sobrevivido à crise do socialismo “real”, a União Soviética de hoje seria certamente um país diferente do que era há dezessete anos atrás. Mais rico? Mais pobre? Mais forte ou mais fraco em termos esportivos? Não é possível saber. O próprio mundo em que vivemos seria outro.

 

É curioso notar, entretanto, que se disputassem os jogos olímpicos de 2008 sob uma única bandeira, as ex-repúblicas soviéticas, hoje países herdeiros da tradição esportiva da extinta potência olímpica — quinze ao todo, entre os quais Rússia e Ucrânia —, estariam ocupando, nesse momento, a terceira posição do quadro geral de medalhas, com 25 de ouro, 31 de prata e 56 de bronze, num total de 112.



Escrito por Luciano Rosa às 22h24
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Batman: Arte ou Mercadoria?

Confesso que, ao ler algumas críticas publicadas na internet sobre o novo filme do Batman (Batman, o Cavaleiro das Trevas), não pude conter o espanto. Acreditem: há gente por aí atribuindo profundidade filosófica ao novo filme do justiceiro travestido de morcego. E Mais. Há quem diga que o novo filme de Christopher Nolan é símbolo de um processo de renovação da estética hollywoodiana. Mais precisamente da aproximação entre Hollywood e cinema de arte.

 

No cinema, o que vi sob o título The Dark Knight foram duas horas e vinte e dois minutos de puríssimo cinema arrasa quarteirão — muitas explosões, tiros, vidraças estilhaçadas e pancadaria em ritmo vertiginoso com hiatos de relaxamento —, produzido por grandes estúdios (Warner Bros. Pictures, Legendary Pictures, DC Comics e Syncopy), de acordo com as fórmulas consagradas pelas bilheterias, para agradar ao maior número possível de espectadores — especialmente adultos jovens pouco afeitos ao cinema formal e tematicamente inovador.

 

O Batman que encontrei em The Dark Knigth foi o bom e velho herói conservador, zelador anônimo da ordem pública, de jornadas épicas passadas: um bilionário solitário vestido de morcego, de caráter impoluto, que busca no combate ao mal um remédio para seu trauma de infância. Em sua nova aventura, o Morcego tem como objetivo não mais surrar a pequena marginalidade dos becos, mas defender as instituições políticas de Gothan City, alvos de um palhaço psicopata a serviço do crime organizado. Mesmo quando passa a ser considerado um vilão pelos habitantes de Gothan, Batman continua herói típico: para salvar a reputação de um promotor absolutamente probo, ícone da magistratura limpa, coloca-se na condição de bode expiatório.   

 

O Coringa, mais do que em qualquer um dos filmes anteriores, apresenta-se como o avatar do caos, encarnação da pura perversidade capaz de queimar uma montanha de dólares ainda que precise de alguns destes para comprar seus ternos roxos e concretizar seu projeto “anarquista”. Um niilista de ocasião? Imagem e semelhança de um militante da Al Qaeda visto pelas lentes da imprensa pró-Bush, Coringa não passa de uma  abstração. Um ser sem história, sem origem, desprovido de ligações com a realidade que o cerca.

 

O novo Batman, soterrado em lugares-comuns, não oferece espaço para ambigüidades ou para relativismos. Suas personagens são monólitos morais, cuja compreensão demanda pouco ou nenhum trabalho especulativo. Bem ao gosto dos consumidores contemporâneos, avessos à complexidade. A meu ver, aqueles que vêem no novo Batman um tratado sobre a natureza conflituosa da realidade em suas várias dimensões, confundem maniqueísmo grosseiro com dialética.

 

Cinema de arte é algo bem diverso do que vi em Batman, o Cavaleiro das Trevas.  Obras de arte genuínas não são concebidas para o mercado, embora possam se tornar mercadorias. A obra de arte é expressão concreta, viva, do olhar investigativo lançado sobre o mundo pelo artista. E não há nada de artístico (ou realista) em retratar o mundo como uma arena de luta entre vilões inteligentes e heróis altruístas.

 

Boas mercadorias seduzem. Boas obras de arte desmascaram os sedutores. E a julgar pelo modo como foi recebido por boa parte da crítica profissional de cinema, Batman, o Cavaleiro das Trevas é uma boa mercadoria.

 



Escrito por Luciano Rosa às 19h25
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Os Segredos do Dragão Vermelho

Um dos momentos que mais me impressionaram em toda a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim foi aquele em que dois mil e oito homens percutiram fous (um antiqüíssimo instrumento de percussão chinês) que se iluminavam quando tocados.

 

Os milhares de percussionistas, com movimentos perfeitamente sincronizados, pareciam figuras guiadas pelos comandos de um computador central. As tomadas fechadas de algumas câmeras de TV davam também a impressão de que a cena era protagonizada pelos múltiplos de um mesmo percussionista, criados com recursos digitais.

 

Naturalmente é de se supor que o espetáculo dos percussionistas foi concebido para apresentar aos observadores, europeus e norte-americanos em especial, os fundamentos filosóficos e morais da nova civilização chinesa. Uma ordem social e política baseada em conceitos como disciplina e racionalidade, possivelmente quiseram dizer os chineses, está por trás dos espantosos avanços técnicos e econômicos vividos pelo país de Mao Tsé-Tung nos últimos anos.

 

Mas, mais do que uma peça de propaganda ideológica, o espetáculo de percussão na abertura da Olimpíada de Pequim pode ser encarado como chave interpretativa de uma China que, para assombro das democracias ocidentais, ergue-se como poderosa economia sobre terreno político antidemocrático.



Escrito por Luciano Rosa às 15h48
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Futebol Olímpico Masculino

A estréia da Seleção Brasileira no torneio olímpico de futebol masculino foi marcada pela ingenuidade (prefiro acreditar, por enquanto, em ingenuidade) do trio de arbitragem. Os jogadores brasileiros Diego e Rafinha, ao honrarem o tradicional talento dramático dos boleiros sul-americanos, provocaram a expulsão de dois adversários. Numericamente inferior, a Bélgica não pôde se defender de maneira eficiente e acabou sucumbindo ao poder do jogo individualista brasileiro: aos 15 minutos do segundo tempo, Hernanes marcou o gol que deu a vitória ao Brasil.



Escrito por Luciano Rosa às 11h26
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